O que é o sonar multifeixe (MBES)
O Multi Beam Echo Sounder (MBES) é um sistema acústico que, a cada pulso transmitido, forma centenas de feixes individualmente direcionados perpendicularmente à direção de navegação da embarcação. Em vez de medir um único ponto sob o transdutor (como o monofeixe), o MBES mede uma faixa contínua de fundo — o swath — cobrindo de 3,5x a 7x a profundidade da água.
Esse princípio entrega densidade de dados várias ordens de grandeza superior ao SBES. Com o casco navegando a velocidade controlada, o conjunto de pulsos sucessivos forma uma malha contínua sem falhas, permitindo detectar feições métricas e submétricas — pedras isoladas, dutos, cabos, embarcações afundadas, vigas, estacas, sulcos de dragagem — que o feixe único não enxergaria.
Quando contratar multifeixe
A escolha pelo multifeixe se justifica quando a precisão, a densidade e a evidência visual do dado são críticas para a decisão técnica, jurídica ou contratual:
- Dragagens portuárias (controle de eficiência, medição before/after, atestado de profundidade).
- Projetos de engenharia subaquática e fundações marítimas.
- Perícias forenses e judiciais (busca de embarcações, objetos, vítimas).
- Inspeção de estruturas submersas — pilares de pontes, píeres, dutos, emissários.
- Batimetrias para licitação e contratos públicos com exigência de Ordem Especial / 1A.
- Mapeamentos com necessidade de evidência 3D do leito.
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Integração de sensores e calibração patch test
Um sistema MBES é, na verdade, um conjunto integrado de sensores que precisam estar perfeitamente alinhados e sincronizados. A operação Carbon Sul integra: o próprio transdutor multifeixe, uma IMU/MRU (unidade de movimento inercial) que mede pitch, roll, heave e yaw a centenas de Hz, GNSS RTK ou PPK com dupla antena para posição e heading, e perfis de velocidade do som (CTD/SVP/MVP) coletados ao longo do dia para corrigir a refração dos feixes na coluna d'água.
Antes de iniciar a aquisição, executamos o patch test — uma calibração geométrica que estima e corrige os pequenos erros de alinhamento entre o transdutor e a IMU em quatro eixos: latência (timing GNSS), roll (banda lateral), pitch (banda longitudinal) e yaw (rotação horizontal). Sem patch test, o multifeixe entrega um dado com 'artefatos em escada' nas bordas do swath — inaceitável para projetos de precisão.
Processamento, QA/QC e produtos finais
O processamento é feito em software hidrográfico especializado (QPS Qimera, CARIS HIPS, HYPACK, NaviSuite). Aplicamos correção de SVP, edição estatística e manual da nuvem de pontos, validação por cruzamento entre swaths adjacentes e geração do MDT na resolução exigida.
Os produtos finais incluem nuvem de pontos densa (.las/.laz), MDT em GeoTIFF/DWG/XYZ, modelos 3D, cartas batimétricas em escala, mosaico de backscatter para classificação do sedimento, relatório de calibração patch test e ART. Todos os produtos seguem o controle de qualidade da IHO S-44 — incluindo a quantificação da incerteza total propagada (TPU) por sondagem.
Empresas privadas e setor público
A Carbon Sul atende empresas, indústrias, construtoras, incorporadoras e órgãos públicos, com equipe multidisciplinar e responsabilidade técnica.

